12 de agosto de 2019

Sonia Chaves: professora que luta pela educação.


Sindicato dos Professores mantém greve irregular para desmoralizar prefeita e tiro sai pela culatra.



Prefeita Sônia Chaves em visita a entidade de mulheres.


A Prefeita Sonia Chaves.
Professora aposentada, conhecida pela sua atuação política voltada para a educação. Durante sua gestão, os professores já tiveram um reajuste salarial de 12,76%, com salários que variam de 4000 a 8000 reais, muito acima do piso nacional. A rede municipal de Novo Gama conta com 33 escolas e mais duas unidades de ensino especial. O município também conta com o projeto FORMAR, criado em parceria com a Fundação Lemman (organização sem fins lucrativos que colabora com iniciativas para a educação pública em todo o Brasil, além de não ser associada a nenhuma organização privada e não mostrar apoio a nenhum partido, coligação ou campanha eleitoral) para a capacitação de professores.
O governo de Sonia também se preocupou com a capacitação do corpo de merendeiras nas escolas, e hoje garante merenda escolar de acordo com as normas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o investimento de mais de 60% na agricultura familiar.
Dois polos do Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado (CMAEESP) foram criados, e neles são atendidas crianças e adolescentes com deficiência nas áreas comportamentais, psicossociais e emocionais, totalizando 329 estudantes recebendo acompanhamento de segunda a sexta-feira em ambos os turnos matutino e vespertino.
Pela primeira vez no município há a oportunidade de educação superior EAD gratuita graças ao projeto UEG em Rede, fruto da parceria entre a prefeitura de Novo Gama e a Universidade Estadual do Goiás.

A Jornada Ampliada, a greve e o Sinpro/NG.
Os professores devem por Lei cumprir 26 horas de aulas e 14 horas de coordenação por semana. Durante a Jornada Ampliada, os docentes trabalhavam por apenas um turno, manhã ou tarde, tendo o tempo restante livre para o planejamento das aulas, e consequentemente a prefeitura precisava contratar mais professores para cobrir os turnos vagos. Essas contratações quase deixaram o município em maus lençóis com a Lei de Responsabilidade Fiscal, e seria um sacrifício muito grande por muito pouco: o IDEB (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) indica que durante a Jornada a educação em Novo Gama decaiu drasticamente.
A prefeitura decidiu então encerrar o programa, que consistia basicamente em um remanejamento de turnos para beneficiar os professores. Desde então, o Sinpro/NG (Sindicato dos Professores de Novo Gama) convocou os professores para uma greve geral, e há quase três meses as escolas do município estão paralisadas.
O caso foi parar na Justiça, que fez questão de enfatizar que o requerente (Município de Novo Gama) “readequou a carga horária nas escolas municipais sem violação da Lei n. 11.738/2008 e da LDB n. 9.394/96, visando cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e, posteriormente, os professores de Novo Gama organizaram um movimento paredista, paralisando os serviços da rede de educação pública municipal, desde 20/05/2019”.
Acerca dos prejuízos causados pela greve, a Justiça também deixou claro que “neste contexto, a inconstitucionalidade observada no Decreto Legislativo Significa um evidente prejuízo à população novogamense que certamente é quem pagará as despesas com a manutenção de uma folha de pagamento maior que aquela suportável pelo Município”. O Sinpro/NG continuou a greve, estando assim propenso a ser multado de 20.000 a 150.000 reais.
Ainda que no meio de uma situação revoltante, em que todo o seu trabalho pela educação é usado com desdém como uma moeda de troca, a prefeita tem trabalhado em propostas alternativas que possibilitem a normalização das atividades escolares sem colaboração do Sindicato, que até agora se mostrou inflexível aos acordos propostos e nada colaborativo.

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